Direção defensiva

Você já ouviu falar em direção defensiva? O conceito é simples: você dirige de modo a evitar acidentes, apesar dos erros dos outros motoristas e das condições adversas do trânsito. Isto é fundamental num país como o nosso, que está entre os primeiros do mundo no ranking de estatísticas de acidentes de trânsito. Aqui você encontrará 30 dicas sobre direção defensiva:
1) Para dirigir com segurança, o motorista deve conhecer as regras básicas do novo Código de Trânsito Brasileiro e dos riscos que corre ao infringi-las. Isto não significa que ele precise memorizar toda a Lei, pois a prática tem se mostrado a maior fonte de conhecimento para o motorista.
2) Toda a atenção é necessária à direção. Principalmente quando se dirige um automóvel, que depende exclusivamente do motorista. Enquanto o comandante do navio conta com a tripulação e os instrumentos de navegação para ajudá-lo e o piloto de avião com a ajuda de um co-piloto, o motorista de veículo motorizado depende de sua habilidade e equilíbrio para dirigir.
3) Ser previdente é uma das principais virtudes do motorista defensivo. Ou seja, ele tem que desenvolver a habilidade de antecipar possíveis eventualidades e de preparar-se para elas. A previsão pode ser de longo prazo (por exemplo, quando o motorista faz revisões periódicas em seu carro) ou de curto prazo (por exemplo, quando antecipa a ocorrência de complicações durante uma viagem).
4) Lembre-se: é sempre bom levar no carro um alicate, chave de fenda, canivete, fita isolante, pedaço de arame, fio elétrico, lanterna de mão, fusíveis (5, 10, 15 e 30 ampères), correias, mangueiras sobressalentes e lâmpadas de farol. 5) Com habilidade para manusear os controles do carro e conhecimento das regras de trânsito, o motorista precisará ainda tentar prever o perigo, descobrir o que fazer pensando rápido e agir a tempo de evitar o acidente. A atitude deve ser: veja, pense e não espere para ver o que vai acontecer.
6) A intensidade da luz solar pode prejudicar a visão e o motorista minimiza o problema usando a pala interna do automóvel ou óculos escuros. Se o excesso de luminosidade for causado pelo farol alto de outro automóvel, deve-se piscar o próprio farol para alertá-lo e, se não der resultado, volta-se rapidamente os olhos para o acostamento do lado direito.
7) Observe sempre as condições climáticas. De acordo com a gravidade do problema, seja chuva, neblina ou nevoeiro, pode-se desde dirigir com mais prudência, utilizando-se os faróis baixos e reduzindo a velocidade, até optar por estacionar no acostamento, retomando depois a viagem.
8) O início da chuva é o período mais perigoso, pois a água mistura-se com o pó, o óleo e o combustível impregnados na pista, formando uma camada deslizante. Na chuva fraca, a falta de aderência se prolonga e, se o carro entrar em velocidade excessiva numa camada de água, poderá ocorrer a aquaplanagem - fenômeno em que há perda de contato entre pneus e pista, provocando o deslizamento do automóvel. Tire, então, o pé do acelerador, não pise no freio e nem faça movimentos bruscos com o volante. Você retomará o controle do veículo assim que os pneus voltarem a entrar em contato com a pista.
9) Nas estradas, utilize freio motor nas descidas e nunca desça sem engrenara marcha. Reduza a velocidade em curvas e acelere levemente quando já as estiver fazendo. Se o carro enguiçar, coloque o triângulo de sinalização a 100 metros de distância. Caso fique sem freios, não entre em pânico: reduza a marcha aos poucos, buzine continuamente e, quando conseguir reduzir a velocidade, saia para o acostamento e utilize o freio de mão.
10) Faça revisões periódicas em seu carro para que ele possa responder com eficiência em situações de emergência. Os defeitos que mais causam acidentes são pneus gastos, freios desregulados, lâmpadas queimadas, etc.
11) Não dirija se não estiver em boas condições físicas e psicológicas, sofrendo de fadiga, entorpecimento ou excitação dos sentidos por ingestão de bebidas ou drogas, sonolência ou com problemas visuais ou auditivos.
12) Para não bater no veículo que parou repentinamente à sua frente, o motorista defensivo deve manter uma distância de seguimento, que envolve um tempo de parada e de reação. A distância de reação, por exemplo, consiste no trajeto percorrido pelo veículo no curto espaço de tempo que o motorista leva para tirar o pé do acelerador e pisar no freio, algo em torno de 3 ou 4 segundos. Siga esta dica para saber se está na distância ideal: marque um ponto fixo na estrada (poste ou árvore) e, quando o veículo da frente passar por ele, repita pausadamente (cinqüenta e um, cinqüenta e dois), que corresponde a dois segundos. O seu veículo só poderá passar pelo ponto de referência ao final da contagem. Caso contrário, a distância entre os dois veículos não é suficiente para evitar acidentes.
13) Fique atento aos sinais do veículo da frente, como luz de freio e indicador de direção, pois eles refletem o que o motorista pretende fazer. Sempre que possível, procure identificar os obstáculos nas estradas ou nas ruas a fim de antecipar situações em que o motorista da frente seja obrigado a realizar manobras bruscas. Não se esqueça que a distância de seguimento deve ser ampliada nos dias de chuva. Pise imediatamente no freio ao avistar perigo, mas, aos poucos, para evitar derrapagens.
14) Além da atenção voltada para o veículo da frente, o motorista não pode esquecer do trânsito da retaguarda. Não se mostre indeciso e planeje seus movimentos para não confundir o motorista de trás. Informe sobre o que você pretende fazer, através da sinalização, porque não há como adivinhar intenções. Pise no freio lentamente e sinalize com a luz das lanternas. Muitos motoristas, ao passarem do local onde pretendiam parar, pisam repentinamente no freio, sem se preocupar com os demais veículos que se deslocam no mesmo sentido. Por isso, é bom lembrar que não se deve permitir que outros veículos colem na traseira de seu carro: seja cortês e ajude-os a ultrapassá-lo, se for o caso.
15) Cuidado nos cruzamentos. Mesmo que as placas indiquem de quem é a preferência, muitos motoristas entram em cruzamentos como se a preferencial fosse deles, esquecendo-se que os outros podem ter a mesma idéia. Ao se aproximar do cruzamento, reduza a velocidade e mantenha o pé descansando sobre o pedal do freio para uma emergência. Não se apresse mesmo que alguém buzine. Os acidentes acontecem, principalmente, quando se vai virar à esquerda nos cruzamentos porque há fluxo de veículos no sentido contrário. As estatísticas mostram que, neste tipo de colisão, os motoristas são projetados para fora do veículo e podem sofrer esmagamento do crânio, fraturas e hemorragias.
16) Ao ser ultrapassado não se distraia. Muitas vezes, o motorista que tenta fazer a ultrapassagem joga o carro para a direita, fugindo de outro veículo que vem na direção contrária. Portanto, mantenha-se à direita sempre, domine a situação e verifique o trânsito no sentido contrário e na sua retaguarda. Sinalize para o outro motorista indicando se há ou não condições de ultrapassagem, reduza a marcha e aumente a distância do carro da frente para que o outro possa se posicionar bem e, em seguida, voltar à sua mão de direção.
17) Quem ultrapassa também deve saber que só deve executar a manobra quando há uma real necessidade e total segurança para fazê-lo. Mantenha uma distância de segurança do veículo da frente quando for ultrapassá-lo. Se não houver boa visibilidade, desloque-se alguns centímetros na direção da linha divisória e verifique o fluxo contrário, sem esquecer ainda de checar o veículo que segue atrás. Antes de se deslocar para a outra pista, sinalize indicando sua intenção. Acelere o veículo à medida que for ultrapassando. Dê um leve toque na buzina para alertar o motorista à sua frente sobre a intenção de ultrapassá-lo. Depois, sinalize que irá voltar para a faixa da direita. Desloque-se para a faixa da direita somente quando conseguir visualizar no retrovisor interno de seu veículo o farol esquerdo do veículo que está ultrapassando.
18) Uma dica fácil para calcular a margem de segurança para a ultrapassagem é observar o veículo que vem em sentido contrário: se você conseguir identificar o tipo de veículo, não tente fazer a ultrapassagem do veículo à sua frente, pois a distância é pequena; mas se não conseguir identificá-lo, você dispõe de margem de segurança para realizar a ultrapassagem.
19) Animais soltos na pista são outra ameaça aos condutores. À noite, o motorista deve estar sempre atento para a possibilidade de animais cruzarem a pista, principalmente em áreas rurais. Portanto, ao perceber animais na estrada, reduza a marcha até ultrapassá-lo. Evite movimentos bruscos que possam assustar o animal e fazê-lo atirar-se contra o veículo, provocando a perda da direção e uma conseqüente colisão.
20) Ao ultrapassar ciclistas, reduza a marcha do carro e buzine rapidamente, deixando bastante espaço livre para que ele circule com segurança. Quando dobrar à direita, observe se há algum ciclista circulando entre o meio-fio e o seu veículo para não o atropelar inadvertidamente. Se a bicicleta não dispuser de faroletes, será ainda mais difícil para o motorista enxergá-la à noite e isto exigirá que ele redobre sua atenção.
21) Trate os motociclistas e condutores de veículos de todo o tipo com o mesmo respeito, adotando sempre as medidas de segurança. Ao ultrapassar ou ser ultrapassado por uma motocicleta, por exemplo, deve-se manter a mesma distância de seguimento que se usaria para outro automóvel. Por outro lado, o motociclista deve estar atento às regras de segurança, como o uso de capacete, dos faróis acesos, a obediência aos sinais de trânsito, etc.
22) Os motoristas devem estar atentos às passagens de nível de trens. Não se deve atravessá-las quando os sinais estiverem cruzados. Espere antes de seguir e não confie em horários pré-estabelecidos: um trem extra ou atrasado pode surgir de repente. Olhe, escute e só atravesse quando tiver certeza de que o caminho está livre.
23) Ainda na passagem de nível de trens, siga com cuidado e não mude a marcha de seu veículo enquanto estiver sobre ela. Lembre-se que a maioria dos acidentes envolvendo trens e automóveis ocorre quando o motorista, ao tentar mudar a marcha rapidamente, faz morrer o motor do veículo e acaba sujeito a ser atingido pelo trem.
24) Utilize o cinto de segurança.
25) Respeite a velocidade máxima da pista.
26) Pare somente no acostamento.
27) Faça uso da sinalização adequada.
28) Acomode as crianças no banco traseiro.
29) Respeite as faixas e placas da pista.
30) Ultrapasse somente nos pontos permitidos.incêndio - Soltar o cinto é tão fácil quanto abrir a porta do veículo. Sem ele você corre um risco muito maior de desmaiar, ficando sem nenhuma condição de se defender.